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Angel Luzinha

Fotografia e o prazer de ser Mulher e Mãe por Paula Veiga Claro

Angel Luzinha

Fotografia e o prazer de ser Mulher e Mãe por Paula Veiga Claro

15
Mai20

Desabafos de uma mãe que não suporta este novo mundo

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Passou a manhã a fazer um trabalho para a disciplina de História e Geografia de Portugal. Um trabalho de grupo que consistia numa apresentação em PowerPoint sobre os anos 60. Chamou-me várias vezes para a ajudar e eu lá fui, envolta em mil sentimentos, quase todos eles negativos porque esta realidade perturba-me seriamente o espírito. Confesso que morro de pena desta geração. Muita pena! Custa-me horrores ver os miúdos enterrados dia e noite neste mundo digital. Passam horas a fio entre aulas e trabalhos de casa e, quando se desligam da escola, continuam online porque é a única forma de manterem o contacto com colegas e amigos (e até com o resto da família).

Curiosamente, esta realidade perturba-nos muito mais a nós do que a eles. Sim, porque esta malta faz parte da geração da escravatura digital e nós não! Eu até me considero uma mãe bastante cool e à frente mas, nunca pensei criar a minha filha num mundo assim. Agora, a vida real é uma espécie de app que se resume a um ecrã. Computadores, telemóveis e televisão, tudo ligado entre si, tudo conectado por cabos e Wi-Fi mas tudo tão desconectado e impessoal. É assim que os nossos filhos estão a crescer. É assim que surgem os conflitos de gerações! Para eles tudo isto é normal mas, para nós, que crescemos nos incríveis e analógicos anos 80, tudo isto é anti natura. Tudo isto é uma aberração. Tudo isto nos faz imensa confusão. Como mãe e mulher só me resta continuar a mostrar-lhe que, o melhor da vida, não se vive nos ecrãs. 

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