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Angel Luzinha

Fotografia e o prazer de ser Mulher e Mãe por Paula Veiga Claro

Angel Luzinha

Fotografia e o prazer de ser Mulher e Mãe por Paula Veiga Claro

Chegou o momento e... o blog e o nosso mundo estão a mudar!

12.09.18 | Paula Veiga Claro

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Levámos algum tempo a tomar esta decisão mas... já está!  Até ao momento o telemóvel da Rafaela não tinha cartão, ou seja, servia única e exclusivamente de MP3, máquina fotográfica, consola de jogos e para aceder à net através do wifi quando estava em casa. Foi assim até à semana passada. Durante as férias pensámos várias vezes neste assunto porque o meu telemóvel já servia de central telefónica (já andava mais nas mãos dela do que nas minhas!) e a entrada no 5º ano vai trazer profundas alterações nas nossas rotinas e convém que ela esteja contactável. De qualquer forma, só tínhamos pensado oferecer-lhe um cartão em dezembro (seria o tão desejado presente de aniversário) mas o braço partido acelerou o processo porque não me imagino sem notícias dela durante o dia. Enfim, os tempos mudaram e não há volta a dar. O mundo já não é o mesmo. Estar contactável passou a ser uma necessidade básica (para o bem e para o mal!).

 

De qualquer forma, mesmo sabendo que as miúdas da idade dela têm telemóvel com cartão (o ano passado já era das poucas que não tinha) não foi uma decisão fácil de tomar. Porquê? Porque o cartão dá vida ao aparelho e, a partir desse momento, nada mais será como dantes porque os miúdos não querem os telemóveis apenas para fazer chamadas (obviously!!!). Há todo um universo de redes sociais e isso implica que os pais tomem decisões relativas à sua utilização. Aliás, eu e o pai somos formados em Comunicação Social, a Rafaela tem crescido e vivido sempre neste meio e o bichinho da comunicação também nasceu com ela (basta ver a satisfação com que faz os vídeos para o YouTube). A necessidade de comunicar está-lhe no sangue e, quem nasce assim, não pode nem deve ser amordaçado! Eu com 15 anos já fazia rádio. Convidaram-me para integrar a equipa de um programa e o meu pai até ficou doente dos nervos porque eu era menor e ele não queria que eu optasse por um curso superior nesta área. Não queria alimentar este bichinho que nasceu comigo. Porquê? Porque não dava dinheiro nem futuro mas... aos 18 anos entrei no curso que tanto desejava (Comunicação Social no ISCSP) e lá vim eu para Lisboa de armas e bagagens. Matei-me a estudar, só haviam 75 vagas a nível nacional, a média era altíssima mas consegui. E continuei na rádio até aos 20 anos. Todos os sábado lá ia eu a caminho de Portalegre para estar no ar das 20h00 às 22h00. Saía da faculdade ao meio dia, às 15h00 apanhava o autocarro (eram 4 horas e meia de Lisboa a Portalegre, uma canseira!) e chegava ao destino por volta das 19h30, ou seja, só tinha tempo de ir a casa pôr as malas e voar para a rádio. Enfim, são tempos que recordo com uma saudade incrível!  Só havia 4 canais de TV, a rádio, os jornais e as revistas estavam em alta, os vinis e as cassetes bombavam em todo o lado, não havia telemóveis nem internet e o mundo da comunicação era bastante mais puro (mas isto é outra conversa!).

 

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Resumindo, a Rafaela já tem cartão e a sua própria conta no Instagram. Eu sabia que uma coisa levaria à outra. Já estava farta de me pedir. Era inevitável. A miúda está a crescer e eu, como mãe e blogger, sinto-me cada vez menos à vontade para expor o mundo dela porque uma coisa é escrever sobre os filhos quando são bebés e outra é escrever sobre os filhos a partir do momento em que entram na pré adolescência. São dois mundos completamente distintos. O crescimento pede autonomia. Ela tem o direito de falar de si na primeira pessoa e partilhar a sua visão do mundo (com a nossa supervisão, como é óbvio!). Aliás, foi por isso que criei o canal no YouTube. Há dois anos que ela me massacrava o juízo com este assunto e em janeiro decidi fazer-lhe a vontade porque há tanto de mim nela! Quem ama comunicar não pode ser amordaçado. Quem ama comunicar precisa de espaço e liberdade para o fazer.

 

A modos que o nosso mundo está a mudar e eu estou a adaptar-me ao facto de ter uma filha que já tem um papel ativo no universo digital. Somos uma equipa. O blog e a marca Angel Luzinha nasceu com ela e tudo isto vai evoluindo ao ritmo do seu crescimento. Não sei que rumo levará. Não sou pessoa de fazer planos para o futuro. O presente é o único tempo que nos pertence.

 

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O fruto proibido é sempre o mais apetecido. Proibir, castrar e esconder nunca foram os melhores caminhos. Cabe a nós, pais e educadores, explicar-lhes que cuidados devem ter enquanto navegam na internet/redes sociais. A net não é um bicho papão mas a sua utilização requer regras, limites e procedimentos básicos. De qualquer forma, a nossa abertura de espírito e o diálogo em família serão sempre as melhores ferramentas que lhes podemos dar. 

 

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