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Angel Luzinha

Fotografia e o prazer de ser Mulher e Mãe por Paula Veiga Claro

Angel Luzinha

Fotografia e o prazer de ser Mulher e Mãe por Paula Veiga Claro

O compasso de espera (que desespera)

26.02.21, Paula Veiga Claro

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No mundo dos humanos continua tudo na mesma (confinados) mas, na natureza, sente-se o aproximar de um novo ciclo porque não há nada que trave a sua força soberana. Os dias já são maiores e a flores despontam aqui e ali.

A minha estação preferida aproxima-se e a vontade de voltar ao trabalho cresce dia após dia. Suspiro por liberdade e sorrisos. Suspiro por voltar a fazer aquilo que me faz tão feliz.

Se fosse um ano normal já estaria com a agenda cheia de batizados, primeiras comunhões e sessões de primavera mas, como não é, continuo a aguardar que o mundo volte a entrar nos eixos. Um compasso de espera que me desespera porque o tempo é um bem precioso. Não estica, não se repete nem volta atrás. O tempo vive-se mas ninguém o consegue viver em pleno quando a vida está em suspenso.

Contas feitas, está a fazer um ano que a pandemia nos congelou a vida.

Acho que está na altura de começarem a apostar seriamente na criogenia humana. Assim, numa próxima pandemia (cruzes, canhoto!), a malta enfiava-se nas cápsulas, congelávamos à séria mas, quando acordássemos, o tempo não teria passado por nós e os níveis de paciência não teriam sofrido tamanho rombo! Sim, porque se a paciência já era uma virtude, agora passou a ser mais procurada que o Santo Graal.

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O talento não se esconde

24.02.21, Paula Veiga Claro

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Vocês já sabem que eu sou doida por raposinhas! Não posso deixar de partilhar aqui no blog esta fofura que a Rafaela fez para me oferecer no dia do meu aniversário. Adorei, adorei, adorei! Já a tinha partilhado nas stories do IG mas é linda demais para ficar visível apenas 24h00.

Encontrou a bichinha no Pinterest e depois foi olhando para o computador e desenhando (podem ver o original na foto abaixo).

Confesso que fico parva com a facilidade com que ela olha para uma coisa e a desenha na perfeição. Um talento que insiste em esconder do mundo mas que eu faço questão de partilhar porque, quem nasce com este dom, não deve caminhar na sombra. Aliás, os dons com que nascemos (cada um tem os seus) são para se desenvolver, aperfeiçoar e partilhar. Um dia destes mostro-vos tudo o que ela tem feito durante este confinamento. Fico parva, a sério!

Entretanto, já me estou a preparar para levar um sermão por ter publicado esta fofura. A idade do armário é lixada!!! Mas escusa de me vir com conversas porque eu faço parte do clube das mães babadas e teimosas. O que é bom e bonito é para se ver miúda! Olha que as mães têm sempre razão 😉

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45 anos de mim

17.02.21, Paula Veiga Claro

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Aqui ando eu a sonhar desde 1976!! Já estou a ficar crescida mas continuo a ser aquela menina que adora agarrar nas suas asas e voar em direção ao que a faz feliz.

A vida já me deu muitos abanões mas continuo a acreditar que posso mudar o mundo e que nada é impossível. Há quem diga que é loucura, outros teimosia mas eu chamo-lhe otimismo.

E espero continuar assim por muitos e bons anos porque uma mulher só envelhece quando substitui os sonhos pelos lamentos!

Nunca pensei celebrar os 45 confinada mas, já que não os posso celebrar em grande como tinha idealizado, vou despir a farda do confinamento e vestir-me como gente para dar um giro pelo verde. Eu até sou uma pessoa bastante prática e desportiva mas, a esta altura do confinamento, já não aguento andar de fato de treino! Hoje é dia de festa (mesmo sem festa).

Que venham mais 45 (no mínimo!) com saúde da boa para continuar a voar e a mover montanhas.
 

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 #mybirthday #45andcounting #lifeisagift  #collectmomentsnotthings 

Confinamento 2021

16.02.21, Paula Veiga Claro

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Confesso que este confinamento está a ser bastante mais difícil de suportar que o anterior. Porquê? Porque já não há arco íris que nos iludam! Agora sabemos que não vai ficar tudo bem (muito pelo contrário) e que este vírus peçonhento não vai desaparecer da face da Terra tão depressa. A vacinação trouxe uma luz ao fundo do túnel mas as nossas vidas estão longe de voltarem a ser como eram.

Na minha opinião, a única coisa que melhorou substancialmente neste confinamento foi a escola online. No primeiro foi o caos, era tudo novidade, o pessoal andava completamente à toa mas agora a coisa entrou nos eixos. Professores organizados, horários bem estruturados e alunos orientados (mas sei que ainda há pais desesperados por aí!).

Contudo, não há nada que se compare à escola real. A Rafaela suspira por ela todos os dias! Sim, porque a escola não é apenas um local de aprendizagem. É um espaço de socialização por excelência. Na escola fazemos amigos, vivemos os primeiros amores, rimos, choramos, competimos, apanhamos frustrações e colecionamos momentos únicos e essenciais ao nosso desenvolvimento emocional, social e psicológico.

Não sei o que é que vocês pensam sobre este assunto mas a mim custa-me horrores ver a minha miúda sair da cama de manhã e sentar-se na cadeira em frente ao computador. E ali fica quase todo o dia entre aulas síncronas, assíncronas e centro de estudos. Para uma pessoa ativa e adepta de um estilo de vida saudável (como eu), este regime online, caseiro, solitário e sedentário perturba-me imenso porque vai contra tudo aquilo que defendo.

Mas sei que neste momento é o único regime possível. É um mal menor para um bem maior.

Como mãe só posso continuar a dar-lhe o meu apoio e a arrancá-la da cadeira (e dos ecrãs!) ao final da tarde para treinar comigo ou dar um giro até ao jardim.

Quem me dera que esta geração tivesse uma infância e uma adolescência como eu tive. Não há dia que não pense nisto. Pareço o velho do Restelo mas há coisas que deixam mesmo saudade.


#fuckcovid19