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Angel Luzinha

Fotografia e o prazer de ser Mulher e Mãe por Paula Veiga Claro

Angel Luzinha

Fotografia e o prazer de ser Mulher e Mãe por Paula Veiga Claro

24
Jan19

Look do dia #47

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Foi o look escolhido para o Natal mas ainda hoje o levou para a escola porque se adapta perfeitamente ao dia a dia. Aliás, a ideia é apostar em peças básicas e versáteis que possam ser conjugadas entre si e usadas nas mais diversas situações porque ela cresce a um ritmo alucinante e eu não estou para gastar dinheiro em coisas para vestir meia dúzia de vezes (nem pensar!). Esta camisa, por exemplo, também fica giríssima assim ou à cintura como a Zendaya usa na série KC Agente Secreta (as miúdas adoram!). A saia é básica por isso pode ser conjugada com uma infinidade de camisolas e o colete também. O mesmo acontece com as botas. O inverno passado teve umas iguais e este ano comprámos o tamanho acima. São quentes, práticas, confortáveis e ela adora ;)

 

Camisa e Saia Zara

Colete Lefties

Collants Calzedonia

Botas Pisamonas

 

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Mais looks aqui

 

21
Jan19

Novo vídeo no YouTube: O canal faz 1 ANO e... temos passatempo para comemorar!

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O blog já tem 11 anos (é jurássico!) MAS o canal faz este mês 1 ano e, apesar de ser um bebé, já nos proporcionou grandes momentos. A verdade é que o blog nasceu com o intuito de registar o crescimento da Rafaela mas, quando menos esperei, já o tronco estava a dar origem a outros ramos. Porquê? Porque a vida não pára e, numa década, muita coisa muda.

 

A bicharoca cresceu, entrou para o primeiro ciclo e, como sempre foi uma comunicadora nata, até pensei que ela poderia vir a gostar de escrever futuramente aqui no blog (a ideia de ter um diário de bordo escrito por mãe e filha é uma ideia que me apaixona) MAS ENGANEI-ME REDONDAMENTE porque o mundo digital evoluiu e, para a geração dela, os blogs são coisa do século passado (é triste mas é verdade). E foi assim que a minha miúda me arrastou para o YouTube! Desde os 8 anos que me massacrava o juízo para ter um canal e, o ano passado, quando fez 10, resolvi fazer-lhe a vontade porque quem nasce para comunicar não pode ser amordaçado (eu que o diga!). A modos que hoje olho para o nosso querido canal e penso: Afinal de contas o meu sonho realizou-se sem eu me aperceber! Realizou-se através de um formato completamente diferente daquilo que idealize mas está a ser apaixonante. Posso não ter o tal diário de bordo escrito por mãe e filha mas tenho um canal feito por ambas que espelha a nossa cumplicidade na perfeição. Já imaginaram o gozo que nos vai dar rever tudo isto daqui a uns anos? Hoje é o YouTube, amanhã pode ser outra coisa qualquer (aliás, já anda a arrastar-me para o Tik Tok!!).

 

O importante é seguir o coração, vê-la crescer e participar ativamente nas suas brincadeiras porque o nosso tempo e a nossa presença são o melhor que podemos dar a um filho. E se metermos as mãos na massa, como fizemos no vídeo de hoje, melhor ainda!! Por isso mesmo, bora celebrar o primeiro ano do canal com uma coisa que a Rafaela ADORA!!! A Clementoni tem 3 KITS Sliming Lab para oferecer aos seguidores do canal. O passatempo está a decorrer AQUI

 

15
Jan19

Cirurgia ao joanete - Cirurgia e pós operatório

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Na sexta feira fez uma semana que fui operada pelo Dr. Luís Correia ao meu joanete de estimação (o meu hallux valgus, em linguagem mais técnica) e só vos posso dizer que foi das melhores decisões que já tomei! Isto só demonstra que nada acontece por acaso, ou seja, foi preciso a Rafaela partir o braço pela segunda vez para eu encontrar (finalmente!) um ortopedista à altura das minhas expetativas (aliás, já vos expliquei o meu longo percurso aqui). E hoje aproveito para fazer um ponto de situação porque tenho recebido imensas perguntas sobre a cirurgia e o pós operatório. Muitas de vocês disseram-me que também sofrem do mesmo problema e querem saber como é que isto está a correr para ver se ganham coragem. A verdade é que cada caso é um caso, ou seja, o pós operatório depende de vários fatores:

 

- Do médico que nos acompanha. Se estivermos nas mãos de um bom profissional estamos safas!

- Da nossa idade (pelas razões óbvias)

- Do nosso peso e condição física. Ser-se leve, ágil e saudável é meio caminho andado para um pós operatório menos doloroso. Quem tem excesso de peso e um estilo de vida sedentário terá muito maior dificuldade em recuperar, em fazer a sua higiene pessoal e em movimentar-se durante este período. O excesso de peso e o sedentarismo não favorecem as articulações, os ossos, os músculos.... nem coisa nenhuma!

- Da medicação e dos cuidados que o médico nos prescreve (é para cumprir tudo à risca)

- Da nossa mente. SIM, uma mente positiva atrai boas energias e isso é meio caminho andado para vivermos estes dias de prisão domiciliária sem stresses. 

 

No meu caso, posso dizer-vos que o pós operatório está a decorrer lindamente. O dia e a noite após a cirurgia foram horríveis mas depois tudo melhorou. Aliás, neste post vou fazer uma espécie de diário de bordo. Aqui vai:

 

Dia 4 de janeiro (sexta feita): Fui operada às 8h00 da manhã pelo Dr. Luís Correia no Hospital da Luz. Nas duas noites anteriores não dormi nada porque estava mega nervosa. Sou ansiosa por natureza e, nestas situações, os bichos carpinteiros que vivem dentro de mim ficam elétricos! Quando entrei no bloco operatório foi-me ministrada a anestesia (epidural com sedação para ficar a dormir e não ouvir nada). Há quem opte por anestesia geral mas eu não quis porque é muito mais forte, tem mais riscos associados e eu não me dou bem com drogas e anestesias. A cirurgia demorou uma hora e eu acordei no fim, quando o médico me estava a coser. Perguntei-lhe logo se tinha corrido tudo bem e ele respondeu-me afirmativamente. A seguir fui para o recobro onde estive 2 horas. Aconselharam-me a manter a cabeça deitada para não ficar mal disposta mas eu sentia-me porreira e passei a manhã toda a levantar a cabeça para ver o que se passava em redor. Até elevei um bocado a cabeceira porque não me sentia confortável com a cabeça baixa. Por volta das 13h00 levaram-me para o quarto e continuei porreira da vida. Estava esfomeada, mega drogada, não me doía nada e passei o dia deitada e enfiada numa estrutura que colocaram na cama para evitar que os lençóis tocassem no pé (é como se estivesse deitada num túnel. Podem ver as fotos no  Instagram nos destaques do stories). Os pés da cama estavam elevados e o meu pé estava envolvido numa bolsa de gelo. Passei o dia acordada, não consegui dormir, estava bem disposta e esfomeada! Tinha uma fome horrível mas, só à tarde, é que me deram um chá e umas bolachas porque não convém comer após as cirurgias/anestesias. A modos que lá me entreti com o telemóvel até à hora de jantar. Devorei o creme de legumes e o peixinho (estava ótimo!) e continuei deitada no meu túnel, mas sempre com a cabeça de um lado para o outro porque o sono não chegava. Estar sossegada não é de facto a minha onda!!!! E como é que eu ia à casa de banho?? Não ia. Fazia tudo numa arrastadeira porque só estava autorizada a levantar-me no dia seguinte. Por volta das 22h00 o Dr. Luís Correia fez-me uma visita (é um médico deveras preocupado e empenhado)  e explicou-me que também teve que colocar três parafusos para fixar o osso e garantir o alinhamento que, no meu caso, estava muito longe do correto. Perguntou-me como é que eu me sentia e eu disse-lhe que estava super feliz por ter resolvido (finalmente!) este problema de infância e agradeci-lhe, mais uma vez, por tudo. Perguntou-me se tinha dores e eu respondi-lhe "Fui operada ao pé mas a única coisa que me dói é a cabeça! Sinto-me zonza e exausta mas não consigo dormir".

"É normal que se sinta assim por causa da anestesia. Convém manter a cabeça sossegada e deitada para não agravar os sintomas. Vejo que continua muito ansiosa e isso não ajuda! Correu tudo bem por isso só tem que relaxar e descansar. Amanhã de manhã já se pode levantar com a ajuda da Sra Enfermeira e fazer a sua higiene pessoal. Mas depois volte a repousar. Amanhã terá alta mas não tenha pressa. Almoce primeiro, relaxe e vá com calma"

A seguir despediu-se e eu fiquei a contar carneiros... se em casa durmo mal, quanto mais num hospital! Não tomei o meu ansiolítico (tomo metade de um comprimido todos os dias ao jantar) mas optei por não o fazer porque detesto drogas e naquele momento sentia-me enfrascada em medicamentos. Não preguei olho. Por volta da meia noite comecei a ter dores e o inferno instalou-se! Parece que tinha um cão a roer-me o osso. Passei a noite a chamar a enfermeira e a levar drogas mas o pé latejava! Para além disso, tinha a cabeça a explodir de cansaço. Sentia-me super zonza e tinha um frio terrível (quando a Rafaela nasceu foi igual! O meu corpo nunca gostou de drogas e anestesias!). Na cama tinha uma colcha e dois cobertores, o quarto estava super aquecido mas eu continuava gelada. A enfermeira foi-me controlando os sinais vitais (estiveram sempre impecáveis) e eu ainda lhe pedi mais um cobertor mas... nem pensar! Ela disse-me logo que não podia aumentar o aquecimento porque seria prejudicial. E foi assim a primeira noite após a cirurgia, um horror!

 

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Dia 5 de janeiro (sábado): Não vou dizer que acordei porque nunca cheguei a dormir! De manhã sentia-me um lixo humano. Não dormia há 3 noites e estava super agoniada e enjoada (cansaço extremo). As dores entretanto suavizaram e o Dr Luís Correia visitou-me bem cedo. Encontrou uma Paula rabugenta e queixosa (coisa que não é comum na minha pessoa!) mas tranquilizou-me, ajeitou-me o pé e disse-me que eu só precisava de descansar para me sentir melhor. Trouxe o documento da alta com os cuidados a ter no pós operatório e as receitas com as drogas para os próximos dias (antibiótico, anti inflamatório, analgésico e um SOS caso tivesse dores muito fortes). A seguir despediu-se e eu fiquei ao cuidado da enfermeira que tinha acabado de chegar para me ajudar a levantar. Contudo, eu disse-lhe que preferia tomar o pequeno almoço antes de me levantar porque estava zonza e esfomeada (eu sou assim, de manhã tenho sempre uma fome de leoa!). Trouxeram-me leite, pão e um croissant mas eu pedi para trocarem o leite por chá (de manhã bebo sempre chá). Devorei tudo e ainda pedi mais um chá e um croissant. Disseram-me para comer devagar mas eu não me controlei e trinquei tudo em segundos (estava mesmo faminta!). A seguir a enfermeira ajudou-me a levantar, calcei o sapato Barouk pós operatório e caminhei até à casa de banho. Felizmente não cheguei a precisar de muletas porque sou leve e tenho muita agilidade e equilíbrio (vantagens de praticar yoga). O pé doía-me mas as dores eram perfeitamente suportáveis. O pior eram as náuseas e os vómitos!! Assim que cheguei à casa de banho vomitei o pequeno almoço. Nesse momento comecei a ver tudo à roda e o cansaço apoderou-se totalmente de mim. A enfermeira encaminhou-me até à cama e ali fiquei completamente prostrada. Tinha tanto sono que não conseguia manter os olhos abertos mas... também não conseguia dormir! Passei o resto da manhã deitada e, por volta das 13h00, quando chegou o almoço, sentei-me na cama e comi tudo até à última migalha (o apetite mantinha-se!). A seguir liguei ao meu marido e disse-lhe que já me podia vir buscar. Estava desejosa de ir para casa e dormir, dormir, dormir. Quando ele chegou, por volta das 15h00, já eu estava sentada na poltrona do quarto (mas continuava tãããão agoniada). Sentia a cabeça à roda e POW! Desatei a vomitar e lá se foi o almoço. Escusado será dizer que já não me deixaram sair. Deram-me de imediato uma injeção para as náuseas e puseram-me a soro novamente (mas desta vez com glicose). E foi assim que melhorei e me vi livre daquele mau estar terrível. Por volta das 18h30 vim para casa (vim pelo meu pé, não precisei de muletas nem de cadeiras de rodas) e, enquanto o meu marido foi à farmácia aviar a receita, a Rafaela ajudou-me a meter na cama e consegui descansar (era tudo o que eu queria!!!!). Durante a noite tive dores mas nunca recorri ao SOS. Eram suportáveis. Ou então sou eu que aprendi a relativizar a dor porque já passei por situações de dor extrema. Quando estive grávida dos gémeos e os perdi aos 5 meses de gestão sofri horrores quer a nível físico, quer a nível psicológico. Foi uma gravidez terrível, estive sempre em repouso e corri risco de vida (registei tudo aqui, podem ler se quiserem... eu prefiro nem recordar). E o pós parto da Rafaela também não foi pera doce! Ela nasceu de parto natural com ventosa e eu fui cosida até às entranhas, ou seja, a recuperação foi do caraças (mas a felicidade de a ter nos braços superou tudo!).

 

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Dia 6 de janeiro (domingo): Acordei super bem disposta mas passei o dia deitada para continuar a pôr o descanso em dia. Só me levantei para comer e ir à casa de banho. Quando colocava o pé no chão doia-me e parecia uma pata choca a andar. À noite ainda tive umas dores ligeiras.

Dia 7 de janeiro (segunda): Passei o dia bem disposta e deixei de tomar os analgésicos porque as dores eram ligeiras e eu odeio enfrascar-me de medicamentos (mas continuei a tomar o antibiótico e o anti inflamatório até à data que o médico indicou). De manhã estive deitada mas depois de almoço passei para o sofá porque já não aguentava estar na cama. À noite já não tive dores. 

Dia 8 de janeiro (terça): Acordei cheia de energia e super feliz! Porquê? Porque já não tive dores durante a noite e comecei a deambular pela casa com a ajuda do sapatinho jeitoso. Nesse dia, fiz a cama, arrumei o quarto e mudei-me para a minha secretária. Coloquei o pé em cima de uma cadeira, cobrio-o com gelo (é importante mantê-lo sempre fresco e elevado para não inchar) e comecei a aproveitar a minha "prisão domiciliária" para me organizar mentalmente, traçar o plano de trabalho para 2019 e pôr o blog e o YouTube em dia. 

 

Os dias seguintes foram sempre a melhorar. Não sai de casa e cumpri tudo à risca, ou seja, tomei a medicação (com exceção dos analgésicos porque nã precisei), alternei o repouso com pequenos passos, mantive o pé elevado, apliquei gelo e dormi com o pé em cima de uma almofada e debaixo de uma estrutura para os dedos não tocarem nos lençóis.

 

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Passado uma semana, ou seja, no dia 11 de janeiro (sexta feira) saí de casa pela primeira vez após a cirurgia. Foi dia de mudar o penso e de consulta de avaliação. Escusado será dizer que estava numa excitação porque há uma semana que estava fechada e ia ver a minha patinha pela primeira vez. Caminhei pela calçada até ao carro mas o frio que estava na rua meteu-se logo no osso! Para além disso, a calçada portuguesa também não facilita a vida de quem coxeia. Ahhh pois, as irregularidades são mais que muitas e uma pessoa tem que ir com mil olhos para não se estatelar no chão. Mas cheguei ao carro sã e salva e o meu marido lá me levou até ao hospital (não poder conduzir é a coisa que mais me chateia neste pós operatório!). Vamos lá ver como é que ficou o meu pé :)

 

ANTES da cirurgia

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DEPOIS da cirurgia

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Cortaram o osso, fixaram-no com três parafusos e transpuseram o tendão. Sei que a imagem até vos pode chocar (parece o pé do Frankenstein!) mas não se assustem porque está tudo impecável. O amarelo é do betadine e os hematonas são normais após qualquer cirgurgia. Da minha parte só vos posso dizer que estou MEGA FELIZ! O tendão foi transposto e o osso foi cortado e fixado com três parafusos. Finalmente tenho um pé funcional, direito e saudável. Nunca na vida tive o pé assim! O  meu marido, assim que o viu, exclamou: "Está mais bonito agora, mesmo roxo e inchado, do que estava anteriormente!". Sem dúvida! Adeus osso e tendão mega deformados. O verão que me aguarde porque este ano vou usar e abusar das sandálias :) 

 

Na próxima quinta feira (dia 17) tiro os pontos e depois tenho que continuar com muita paciência porque só no fim de janeiro/inicio de fevereiro é que vou largar o belo do sapato Barouk. Não vejo a hora de voltar ao trabalho, à condução e ao ginásio mas é preciso ter calma. Vale mais perder agora um mês e ficar fina do que precipitar-me e estragar este trabalho fantástico. Quando tirar o sapato, volto a calçar os meus ténis e lá vou eu à minha vida! Não sei se chegarei a precisar de umas sessões de fisioterapia, não faço ideia... isso só saberei quando chegar a altura. 

 

Algumas de vocês também me perguntaram valores. Não é uma cirurgia barata, a fatura foi de 4.500€ mas eu só paguei 10% desse valor, ou seja, só paguei 450€ porque tenho um bom seguro de saúde. Há 13 anos que tenho este seguro e não abro mão dele. A vida é feita de prioridades e, para mim, a saúde vem sempre em primerio lugar. 

 

A modos que é isto! Espero ter esclarecido as vossas dúvidas e encorajado-as a fazer o mesmo. Eu levei tantos anos para avançar (pelas razões que já vos apresentei aqui) mas, assim que encontrei o médico certo, não hesitei e estou mesmo feliz. É o tipo de cirurgia que devemos fazer enquanto somos jovens e ágeis porque, depois de velhas, a recuperação é penosa. Para o mês que vem faço 43 anos e já vou andar por aí com o meu pé novo (nem acredito!!!).

 

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08
Jan19

Novo vídeo no YouTube: Os meus presentes de Natal e de aniversário ♥

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Ainda não ando na vadiagem (estou longe disso!) mas acordei cheia de energia e suuuuper feliz! Porquê? Porque esta noite já não tive dores e já consigo dar uns bons passos pela casa com a ajuda do tal sapatinho jeitoso que me colocaram após a cirurgia. Neste momento estou sentada na minha secretária com o pé em cima de uma cadeira e coberto com um saco de gelo (é importante mantê-lo sempre fresco e elevado para não inchar). Não posso deixar que a inércia me enlouqueça, por isso, vou aproveitar a prisão domiciliária para me organizar mentalmente, traçar o plano de trabalho para 2019 e pôr o blog e o YouTube em dia. Vai ser um mês bastante produtivo em termos de conteúdos (há sempre um lado positivo em tudo na vida, ou em quase tudo). Ahhh e fiquem descansadas porque não vou andar aqui a maçar-vos com conversas de hospital! No way! Isso não é a minha onda!
 
Para começar acabei de publicar, no canal mais querido do YouTube, este vídeo onde a Rafaela mostra os presentes que recebeu no Natal e no aniversário. É o primeiro vídeo que faz com 11 anos. Nota-se a diferença, não nota? Está bastante mais envelhecida :)
03
Jan19

O meu ano começa no hospital. Vai correr tudo bem!

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De quem é o pé pavoroso que está na foto???? É meu. Em criança os meus pais levaram-me a vários ortopedistas porque já se percebia que tinha uma deformação mas, como estava em fase de crescimento, nenhum quis avançar com uma cirurgia. Enfim, eram outros tempos, a medicina não estava tão avançada e um ortopedista até me chegou a dizer que "quem torto nasce, tarde ou nunca se endireita". Todos me recomendaram que usasse uma esponja entre os dedos para evitar que o problema se agravasse porque não havia mais nada a fazer. SIM, há 40 anos nem havia os separadores em silicone que há hoje, por isso, fui usando a bela da esponja e deixei de me preocupar com o assunto porque a deformação era ligeira. Fui crescendo, o meu pé direito nunca foi de Cinderela mas aprendi a conviver com ele porque não me incomodava minimamente. Conseguia usar todo o tipo de calçado (mas os ténis sempre foram a minha perdição!) e no verão adorava pintar as unhas e andar de sandálias. A deformação parecia ter estagnado mas, a partir dos 35 anos, POW!! Começou a agravar-se e passei a ter sérias dificuldades em comprar calçado. O joanete aumentou brutalmente e o dedo grande começou a ficar todo torcido e a sobrepor-se. Deixei de usar sandálias e certo tipo de botins (tudo me magoa, é horrível!) e passei a ter vergonha do meu próprio pé. Mal sabia eu que o problema ia piorar drasticamente a partir dos 40...

 

Ahhh pois! O ano passado a deformação atingiu este estado, comecei a ter dores e uma necessidade imensa de contrariar o tendão. Passei a usar um separador grande de silicone entre os dedos durante o dia e uma ligadura ortopédica à noite mas, mesmo assim, o dedo grande já não se consegue aguentar direito. O osso exerce uma força imensa no tendão e a articulação está a ficar arruinada. Nas aulas de yoga até já tenho dificuldade em fazer certas posturas porque o pé chega a um ponto em que não dobra mais. E para comprar calçado? Vou-me safando na ara mas, nas restantes marcas, é um inferno! 

 

A modos que, comecei a pensar seriamente em ir à faca (apesar de toda a gente me dizer para não o fazer porque a recuperação é um horror!). Consultei mais dois ortopedistas mas nenhum deles me inspirou confiança, até que a Rafaela partiu o braço e as nossas vidas se cruzaram com o Dr. Luís Correia do Hospital da Luz. Nesse momento percebi que nada acontece por acaso, ou seja, foi preciso a Rafaela partir o braço pela segunda vez para eu encontrar (finalmente!) um ortopedista à altura das minhas espetativas. Ele fez um trabalho cinco estrelas com o bracinho dela e em outubro, quando lhe tirou o gesso, aproveitei a consulta e mostrei-lhe o meu pé. Nunca mais me esquecerei desse momento. Mal me descalcei, olhou-me nos olhos e perguntou-me no seu tom seguro e sereno: "Como é que a senhora deixou o seu pé chegar a este ponto?".

 

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Nesse momento contei-lhe o meu percurso e disse-lhe que:

 

Sempre tive um pé feio mas só a partir dos 40 anos é que começou a doer-me e a complicar-me a vida.

Tenho consultado vários ortopedistas mas nenhum me transmitiu a confiança necessária para avançar com uma cirurgia. 

Trabalho por conta própria e não posso estar muito tempo parada porque se não trabalhar, não ganho!

 Até ao momento toda a gente me tem dito para esquecer a cirurgia porque a recuperação é complicada e, passado uns anos, o pé pode voltar a ficar deformado. 

 Por último... tenho medo, muuuuito medo! E se alguma coisa corre mal e fico aleijada? Como é que eu vou conseguir viver sem fazer desporto e andar em condições?? Quem me conhece sabe que tenho bichos carpinteiros e que estar parada nunca será a minha onda!

 

Ele olhou para mim, sorriu e disse que se eu não me tratar é isso que vai acontecer. Com a idade tudo se agrava e o meu caso é preocupante porque também já tenho o tendão afetado. A articulação já não está a funcionar a 100% e, se a situação não for corrigida, a articulação vai acabar por morrer e gerar artroses. E depois? Depois lá se vai a minha agilidade e liberdade de movimentos (adeus qualidade de vida!).

 

Nesse momento lembrei-me logo da minha tia A que sempre se queixou dos pés (isto é de família). Com quarenta e poucos anos já estava cheia de artroses mas nunca se tratou porque os tempos eram outros. Lembro-me de olhar para os pés dela e ficar horrorizada!  Hoje tem 80 e tal anos (e uma saúde de ferro, é uma mulher incrível!) mas o raio dos pés limitam-lhe o percurso porque estão feitos num oito.

 

A modos que, nesse dia, a Rafaela tirou o gesso do braço e eu segui logo para o raio-x.  Passei a ser acompanhada pelo Dr. Luís Correia e a cirurgia está marcada para amanhã. Ano novo, grandes resoluções. Sei que o pós operatório não vai ser pera doce mas prefiro sofrer umas semanas do que penar o resto da vida. Que a força e a agilidade estejam sempre comigo!

 

Vai correr tudo bem. Quem torto nasce também se pode endireitar!

(mas estou nervosa, muito nervosa... esta noite já nem dormi em condições... só quero que amanhã chegue rápido!)

 

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