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Angel Luzinha

Fotografia e o prazer de ser Mulher e Mãe por Paula Veiga Claro

Angel Luzinha

Fotografia e o prazer de ser Mulher e Mãe por Paula Veiga Claro

10
Jun18

Pensamento do dia

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Aqui está a explicação!!! O que eu me ri hoje de manhã quando os meus olhos se cruzaram com esta frase em vários feeds das redes sociais. Depois de um verão interminável, o que é que nós queríamos? Só sei que em outubro do ano passado escrevi este post e que agora já estou aqui a suspirar pelo contrário. É ou não é? 

 

As estações do ano são uma das principais fontes de inspiração para quem trabalha na minha área.Todas elas têm um encanto muito peculiar e há sessões que só fazem sentido em determinadas alturas do ano. Porquê? Porque as estações são a moldura que completa cada clique, são o cenário perfeito para eternizar as várias fases da vida, sobretudo para os fotógrafos que têm na natureza o seu estúdio de eleição. Cada uma é ímpar e faz-nos falta em igual proporção. Eu, por exemplo, sou apaixonada pela luz ténue e dourada do outono, mas também vibro com a luz cristalina que se gera nos dias gelados e soalheiros de inverno. E o desabrochar estonteante da primavera? Essa estação que nos desperta os sentidos e nos salpica de cor! E os sunsets tórridos de verão que convidam a olhares demorados? Enfim, cada estação exerce uma influência brutal no nosso trabalho e no nosso estado de espírito MAS, quando uma delas se alonga em demasia, POWWW! Gera-se um desequilíbrio coletivo e a malta começa a andar mais rabugenta, sobretudo se a estação em questão for a mais fria e cinzenta, aquela que nos mergulha numa dormência inquietante. Neste momento já andamos todos com os níveis de serotonina e melatonina muito aquém do desejado. Precisamos urgentemente daqueles dias luminosos que nos fazem borbulhar. As aulas estão a terminar, as férias estão a chegar e a nossa mente já vai a esvoaçar lá à frente. E o corpo? Esse continua preso às mangas compridas e delas não se consegue livrar.

 

Não vale a pena suspirar porque o verão há-de chegar... e daqui a uns tempos, quando ele apertar, vamos voltar a suspirar para ele abrandar. Pois é querida natureza, não é fácil partilhar o mundo com um ser tão bipolar! Um ser que tanto tem feito para te desequilibrar. Fica a saudade dos tempos em que cada estação ocupava o seu devido lugar.

 

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08
Jun18

A idade da inocência

Porque é que gosto tanto de fotografar crianças? Porque no mundo delas é tudo tão simples, perfeito e genuíno. Para elas não há filtros nem máscaras. São puras e dizem o que pensam. Não estão com rodeios. Não escondem o que lhes vai na alma. As crianças são aquilo que são. São o ser humano no seu estado mais puro, ainda sem o desgaste da vida no corpo e na mente. São a ilusão sem a desilusão. São o sorriso leve, solto e sincero. São a esperança de cada geração. São o acreditar num mundo melhor. São a minha fonte de juventude, a energia que me salpica e inspira. São o ninho onde me sinto em casa porque o mundo dos adultos é demasiado mesquinho e a minha natureza não se identifica com as fases em que o ser humano perde o discernimento e a humanidade. Talvez por isso elas gostem tanto de mim. Sentem que faço parte da sua equipa e que lhes devolvo o sorriso com a mesma inocência, aquela que os adultos não compreendem porque já têm o espírito minado pela maldade.

 

Obrigada querida S por me autorizar a partilhar alguns momentos desta sessão. São assim os meus clientes mais queridos, pequenos no tamanho mas gigantes no coração 

 

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 Bom fim de semana 

Aproveitem para fazer um programa em família aqui. As entradas são gratuitas!

Nós vamos tentar despachar o estudo de manhã para ficarmos com a tarde livre. Segunda é o último teste (suspiro... está quase!)

 

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06
Jun18

Parece uma cena de um filme mas aconteceu-me ontem à tarde

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Há quem não goste de andar a carregar com moedas mas eu até tenho uma carteira só para elas porque me dão imenso jeito. Uma pessoa passa a vida a fazer depósitos nos "mealheiros" da Emel e da Parques Tejo e quando elas faltam é um desatino. Foi o que me aconteceu ontem ao final da tarde. Às 17h00 fui buscar a Rafaela e a seguir rumámos ao centro de Lisboa para dar um salto ao evento da Avon que começava às 18h30. Escusado será dizer que dei voltas e mais voltas até encontrar um lugar, mas lá me safei numa das ruas perpendiculares. Nisto, meto a mão na mochila para sacar da tal bolsinha onde guardo as moedas e... POW! Percebi que a tinha deixado na outra (é o que dá andar sempre a trocar de malas!). Amaldiçoei-me enquanto fiquei a pensar se seria melhor procurar outro lugar (porque naquela rua nem um café havia para trocar a nota de 5€ que tinha na carteira) ou ficar sentada no carro durante meia hora à espera que o relógio batesse nas 19h00. A segunda opção era a mais sensata mas também não me apetecia estar ali meia hora à espera que os parquímetros da Emel entrassem no horário da folga. Enfim...

 

A Rafaela ficou encostada ao carro a moer-me o juízo porque estava cheia de fome (já tinha lanchado na escola mas os putos em crescimento são umas verdadeiras trituradoras!) e eu resolvi tentar a sorte junto de quem passava, mesmo sabendo que dificilmente encontraria alguém que tivesse moedas suficientes para trocar pela nota. Felizmente cruzou-se por mim uma rapariga que me deixou com vontade de a encher de beijos!

 

"Desculpe, tem moedas que me possa trocar por uma nota de 5€?", perguntei-lhe sem grandes esperanças.

 

"Sou capaz de ter, deixe-me ver" (e começou a mexer nos bolsos e na carteira).

 

"Tenho 4,60€" respondeu-me sorridente enquanto eu exclamei "Ohhhh vou ter mesmo que ficar aqui meia hora! Tenho receio de deixar o carro sem talão porque a Emel anda sempre em cima. De qualquer forma, muito obrigada pela atenção!"

 

A rapariga olhou para mim e disse: "Mas de quanto é que a senhora precisa?"

 

 "De 0,40€ porque a partir das 19h00 já não se paga", respondi.

 

Ela olhou para mim, estendeu a mão e disse: "Não é por 0,40€ que fico mais pobre! Fique com eles!"

 

E é nestes momentos que uma pessoa percebe que o mundo não está perdido e que numa Lisboa em hora de ponta ainda há quem perca uns minutos com gestos tão nobres. Fiquei atrapalhadíssima e disse-lhe que não valia a pena mas a rapariga insistiu e eu acabei por aceitar. Agradeci-lhe e pedi-lhe o contacto para lhe devolver o dinheiro posteriormente. Ela sorriu e respondeu: "Ora essa! Pode ser que ainda nos cruzemos e que seja eu a precisar!". A seguir sorriu e começou a afastar-se porque a vida acelera sempre ao final da tarde.

 

Eu fui atrás dela, puxei do meu cartão e dei-lhe. Ela leu e exclamou: "É fotógrafa?! Vou-me casar este ano!"

 

"Sim, sou fotógrafa mas não fotografo casamentos. Não trabalho nesse ramo. De qualquer forma, deixo-lhe os meus contactos e se eu puder ajudar nalguma coisa basta ligar-me. Desejo-lhe as maiores felicidades. Fico-lhe profundamente grata pela atenção".

 

E assim nos despedimos. Parece uma cena tirada de um filme porque em Lisboa raramente se encontra este tipo de altruísmo (sobretudo à hora de ponta!). Sou alentejana, vivo aqui há 24 anos mas confesso que ainda fico chocada com a indiferença, má educação e falta de coração de muita gente com que me cruzo. Quem segue o blog sabe que sou o tipo de pessoa que está sempre pronta para ajudar e que faço questão de passar esta forma de estar na vida à minha filha porque a felicidade está na partilha. Por isso mesmo, também faço questão de partilhar este momento convosco para relembrar que os gestos, por mais pequenos que possam parecer, podem fazer toda a diferença no dia de uma pessoa. 

 

PS. Estou farta de receber comentários a chamar-me nomes e a perguntar porque é que não troquei a nota de 5€ pelos 4,60€. Até parece que roubei ou violentei alguém!! Está tudo doido????? AINDA NÃO PERCEBERAM que no stress do momento nem me lembrei de tal coisa!? Só me ocorreu pedir-lhe os contactos para lhe pagar os 0,40€ posteriormente e dar-lhe o meu cartão prontificando-me a ajudar no que for preciso. Ainda não perceberam ou é preciso fazer um desenho???? Só me apercebi da minha idiotice quando cheguei a casa e comecei a contar ao meu marido. Foi nesse momento que se fez luz no meu cérebro! Enfim, mas fico contente por saber que sou a única a ter uma branca em situações de stress. A avaliar pelos comentários já percebei que mais ninguém tem ataques deste género, sobretudo os anónimos chico espertos que andam por aí a espalhar "inteligência". Pois é meus queridos, não se esqueçam que todos temos telhados de vidro e que para a próxima pode ser o vosso raciocínio a falhar ;)

 

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05
Jun18

Sugestão do dia #172

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 A ara cruzou os ténis com as sabrinas e voilà! Dessa mistura nasceram as bailarinas Fusion4 que não conseguem passar despercebidas porque são realmente diferentes de tudo o que anda por aí. A gáspea em malha HiFlex e a sola Dynergy (que a marca conjugou pela primeira vez neste modelo que vos mostrei aqui) proporcionam um conforto, um leveza e uma flexibilidade altamente viciantes! Aqui em casa já moram as primeiras em tons laranja e garanto-vos que vamos ser muito felizes na próxima estação. Aliás, os meus pés já podiam estar a desfrutar da sua companhia mas esta primavera manhosa tem deixado muuuuito a desejar. Já as estreei, num dos raros dias de sol e calor, mas entretanto tiveram que regressar para a caixa. Aqui fica a dica para quem não abre mão do conforto nem dos estilos mais cool ;)

 

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01
Jun18

Conselhos de uma mãe que só quer o teu bem #3

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Ser criança é viver num borbulhar de entusiasmo constante. É ter asas para voar, é rir de tudo e de nada, é ser feliz todos os dias. É acabar de fazer anos e desejar que o próximo aniversário chegue depressa porque há todo um universo de orgulho em torno da frase "mas eu sou mais velha do que tu!". É desejar que o tempo passe rápido para abraçar a magia do Natal, do Carnaval, da Páscoa, do Halloween, das férias, da festa da melhor amiga, da visita de estudo, dos mergulhos salgados, das brincadeiras com a grupeta do ATL e de todos aqueles momentos que iremos recordar, com uma saudade gigante, para o resto da vida. Mas ser criança também passa por invejar a vida dos adultos porque andam de saltos altos, de telemóvel na mão, navegam livremente na internet, têm a posse do comando da televisão e até se podem deitar às horas que quiserem. Aliás, tudo parece maravilhoso na vida daqueles que não têm que ir à escola todos os dias! Só nos apercebemos do contrário quando a liberdade da infância já lá vai e embatemos na vida adulta, a tal que parecia tão livre e tentadora mas que afinal não passa de uma armadilha. Pois é Rafaela, crescer é um processo natural por isso não desejes que o tempo passe depressa porque ele passa mesmo!

 

Um dia, quando fores maior, vais perceber porque é que eu te digo que a infância não se repete (a minha mãe dizia-me o mesmo!). Aliás, tu nem calculas a saudade que eu tenho da leveza que me ia no espírito nesses tenros anos! E olha que eu até sou a típica mãe brincalhona, aquela que tem sempre uma criança dentro de si mas... tudo tem o seu tempo e, por mais que eu queira, já não consigo viver com aquele descontração e inocência. A vida vai-nos endurecendo mas há uma coisa que nos liga à infância para sempre, sabes o que é? É uma luz interior que nos guia, até na escuridão! Chama-se capacidade de sonhar e devemos mantê-la acesa todos os dias. Nunca permitas que ninguém a apague porque vai iluminar-te toda a vida. Acredita sempre em ti e nos teus sonhos porque o impossível só existe para aqueles que perderam essa virtuosa capacidade. Aliás, a mamã até te conta um segredo! Uma pessoa só envelhece quando troca os sonhos pelos lamentos. Acredita porque é verdade :)

 

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FELIZ DIA DA CRIANÇA 

Desejosa que chegues da escola para abrires a surpresa que temos para ti. Mal posso esperar para ver a tua reação!

(Ups!!! Agora quem está a contar os minutos sou eu!... enfim, a pressa também faz parte da condição humana)

 

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