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Paula Veiga Claro

Fotografia e o prazer de ser Mulher e Mãe

Paula Veiga Claro

Fotografia e o prazer de ser Mulher e Mãe

Passo a palavra. Promoções Chicco :-)

30.11.11, Paula Veiga Claro
O bom da crise, é que nunca as grandes marcas fizeram tantas promoções!! A Chicco também já aderiu a esta fórmula e o resultado é uma fantástica promoção de Natal. E eu que adoro comprar trapinhos para a minha boneca! :-))  É o meu lado fútil, como já estou farta de dizer! mas não há pessoas perfeitas e mulher que é mulher gosta de trapos e pronto. Este casado, por exemplo, é lindo, lindo, lindo!
Temos assim, sapatos -20%, cadeiras auto -20%, roupa até 40% e brinquedos até 60%.
Excelente! Só não sei que estratégias irão as marcas levar a cabo em Janeiro, quando for a época oficial de saldos... com tanta promoção natalícia o mais provável é começarem a dar roupa para se verem livre dos stocks que teimam em crescer dia após dia... ou então descontos de 90% porque a 50% já está muito trapinho por este mercado fora... ou pague um e leve 5... não sei...

Só tenho pena que a Petit Patapon não adira a estas loucas promoções de Natal porque ando de olho num casaquinho de malha que é um mimo. Mas em Janeiro não me escapa :-)

Entretanto, aqui ficam alguns modelitos da Chicco que também me fazem olhinhos. São uma fofura e apreciar (ainda!) não paga imposto ;-)

Passo a palavra. Um peluche IKEA vale sorrisos :-)

30.11.11, Paula Veiga Claro
Por cada peluche, livro infantil TORVA ou menu infantil que comprar entre 1 de Novembro e 24 de Dezembro, a IKEA Foundation doa 1€ à UNICEF e à Save the Children para apoiar a educação de crianças mais desfavorecidas.


Desde o início em 2003, a campanha anual de peluches IKEA já angariou um total de 35,2 milhões de euros, ajudando mais de oito milhões de crianças, em mais de 40 países, a ter acesso a melhores escolas, livros, lápis e professores com formação.


E para ajudar todos aqueles que estão mais perto, o IKEA sugere ainda, que para além de comprarem um peluche para oferecer a alguém, comprem um extra para ser entregue nos hospitais pediátricos de Lisboa e Porto. Comprem mais um peluche, deixem-no após a linha de caixas e o IKEA trata do resto ;-)

Cicatrizes

29.11.11, Paula Veiga Claro
Faz hoje 5 anos que perdi os meus gémeos.
Não foram só eles que morreram. Uma partede mim também morreu.

Foi uma gravidez que me deixou marcasprofundas. A partir desse momento nunca mais fui a mesma. A minha visão davida mudou por completo. A minha maneira de estar na vida mudou por completo. Aminha lista de prioridades alterou-se por completo. Os meus sonhos e os meusobjectivos alteraram-se por completo. Senti na pele que a vida é de facto muitocurta e que de um momento para o outro tudo acaba. Aprendi a dar valor ao querealmente tem valor. Aprendi a enfrentar os problemas da vida com um sorrisonos lábios porque para tudo há uma solução. Só a doença e a morte não têm solução.

Aprendi atirar o melhor partido das situações menos boas com que a vida nos surpreende. É uma regra de ouro para sermos felizes porque a vida pareceestar feita de uma maneira em que nuncaestamos 100% felizes mas também nunca estamos 100% na lama.

Ora temosdinheiro mas não temos tempo para usufruir dele, ora temos tempo mas não temos dinheiro, ora temos emprego mas nãotemos tempo para a família, ora temos tempo para a família mas não temosemprego, ora temos finalmente uns dias de férias e os filhotes resolvem ficar doentes, etc, etc, etc.

Mas a vida éassim. Temos sempre a sensação que falta algo para sermos totalmente felizes eacabamos por não dar o devido valor ao que temos.  E não tenho dúvida de que o nosso maiorobstáculo é a nossa cabeça... é contra ela que temos que lutar. A nossa cabeçatem que ser dominada porque tem uma capacidade imensa para nosdestruir.

E a vida vai-nosmoldando. As alegrias e as tristezas vão-nos tornando pessoas diferentes. Amadurecemos, crescemos, envelhecemos... chamem-lhe o que quiserem, eu chamo-lhe apenas mudança. Mas nós humanos somos estúpidos porque sópercebemos o real valor da vida quando passamos por uma situação limite.

A minhaprimeira gravidez marcou-me para sempre. Corri risco de vida masfelizmente Deus quis que eu ficasse. Foi uma gravidez horrível... um euromilhões do azar como disse o médico. Eu, uma pessoa super saudável, dona de uma saúde de ferro e de uma energia estonteante vi-me subitamente numa situação aterradora. Uma situação que só acontece 1 em 1000!!... e senti na pele que o mal não acontece só aos outros. Já falei várias vezes neste assunto masfalar faz bem pois é uma forma de exorcizarmos os nossos medos.

O calvário daminha primeira gravidez fez com que eu seja a mãe e a pessoa que sou hoje. Háfantasmas que ficam para sempre e o medo da perda acaba por ser constante. Todosos pais temem perder os filhos e este sentimento ainda está mais presente nocoração daqueles que já passaram por experiências traumáticas.

Eu não tenho vergonha de dizer que sou uma mãe galinha, uma mãe protectorae medrosa. SOU. Não sou galinha no sentido de colocar a minha filha numaredoma, isso não! Mas sou galinha porque estou sempre presente. A Rafaela farta-se de passear, farta-se de brincar na rua, sobe às árvores, mexena terra, enfia-se na água, anda de bicicleta, trotineta, brinca por todo olado, dou-lhe o máximo apoio para ir sempre mais longe, mas tenho que estarsempre junto dela. Fomento o seu espírito aventureiro, ensino-a a não desistir e a lutar pelo quequer (e nisso ela é mestre pois tem uma personalidade muito forte e é muitosenhora das suas vontades!). Mas eu sou uma espécie de anjo da guarda. Costumodizer que ela quando está comigo está com Deus porque eu não lhe tiro os olhosde cima. Sou a rede de protecção, não a proíbo de nada mas explico-lhe osperigos inerentes a cada acto.
E por vezes, graças à sua teimosia, aprende da pior forma pois acaba por se magoar e diz "Afinal tu tinhas razão mamãzinha!".


Enfim... mas dou por mim a pensar como é que vou reagir quando ela formaior e eu já não possa estar a seu lado para a proteger, para lhe fazer ver as coisas? Vai sercomplicado para mim pois eu sou demasiado preocupada com os que amo... mas osfilhos crescem... por isso o meu dever, o meu objectivo contínuo é dar-lhe boas bases para quefuturamente saiba enfrentar a vida e os perigos.

E eu tenhoque controlar a minha cabeça e o meu coração para lidar com os meusmedos... senão uma pessoa fica maluca porque quando temos um filho o nossocoração passa a andar sempre fora de nós.

Educar um filho não é nem nunca será uma tarefa fácil. Errar é humano... lidarcom os sentimentos não é fácil... lutar contra os nossos medos não é fácil...gerir o conflito entre razão e coração não é fácil. Mas a vida é assim. Cada umde nós tenta ser o melhor pai/mãe que nos é possível ser.

Progressos :-)

28.11.11, Paula Veiga Claro
Na semana passada tomei uma decisão. Sei que na escola, desde que está na sala dos grandes, já faz chichi sózinha e em seguida limpa-se e veste-se. Só quando faz cócó é que chama a Susana ou a Moqui. Então achei que aqui por casa já estava na altura de fazer a mesma coisa. Coloquei um banco baixinho junto à sanita e disse-lhe que a partir desse dia, sempre que quisesse fazer chichi, fizesse como faz na escola. Afinal a piolha vai a caminho dos 4 anos e eu não posso andar eternamente com medo que ela caia da sanita e parta a cabeça.

É que até ao momento tenho sido eu a colocar o redutor na sanita, a despir a menina, a sentar, a limpar e a vestir novamente. Mas tenho que ter juízo! o excesso de zelo também não é bom e sei que tenho que fomentar a autonomia. Mas ela é tão macaca, não pára quieta e uma pessoa tem medo de a deixar dar um passo destes sózinha!!!!!

A última vez que fomos visitar os meus pais ao Alentejo a piolha ia-se matando nos escassos segundos que me ausentei da casa de banho. Deixei-a sentada na sanita, fui buscar uma coisa ao quarto e ZÁS foi o suficiente para fazer asneira!... caiu da sanita abaixo porque andou feita macaca a tentar chegar ao rolo do papel higiénico para o desenrolar e brincar com ele. Estatelou-se no chão, pois claro! ficou com um galo enorme e roxo na testa.

Enfim, com exemplos destes como é que eu posso estimular a autonomia desta criatura??!?!... tenho medo pois claro!! tenho medo que lhe aconteça alguma coisa!... enfim... não é fácil... sei que devo soltar a rédea mas tenho medo... é o eterno dilema entre razão e coração...

Mas pelos vistos esta batalha está vencida porque ao longo da última semana tudo correu bem! sem quedas, sem macacadas :-))

E hoje deu um passo de gigante. Hoje resolveu prescindir do redutor. "Mamã, mamã!! anda cá ver! já sou mais grande, não preciso do redutor! Já consigo fazer chichi sem o redutor!", exclamou a Boneca numa alegria estonteante.

Eu eu o papá ficámos todos contentes. "Excelente Rafaela! ainda bem que consegues! Já fazes chichi como os grandes!!! mas não te esqueças de te agarrar à sanita para não caires!".

Também já tentou fazer cócó sem o redutor mas a coisa complicou-se porque perde a força e o equilibrio "Eu consigo mamã, eu consigo, já sou mais grande!...... memmmm...... tens razão mamã, para fazer cócó é melhor o redutor".

A única coisa que continua a meu cargo é a limpeza. É que ela é capaz de gastar um monte de dodots ou um rolo de papel higiénico e fica suja na mesma!!! Também já lhe expliquei que as meninas têm que se limpar de frente para trás para evitar que os bichinhos do rabo vão para o pipi... mas cada coisa de sua vez :-))

Lisboa sem iluminação de Natal

27.11.11, Paula Veiga Claro
São assim os tempos que correm. Do 8 passa-se ao 80... mas tem que ser porque a crise assim o impõe. Mas é triste. Aqui em casa adoramos passear pela baixa e pelo Chiado e sentir toda aquela magia natalícia, todas aquelas luzinhas a brilhar envolvidas pelo cheiro a castanhas assadas e pelo frio próprio da época.
Por isso mesmo, hoje aproveitámos a tarde soalheira e lá fomos os três a caminho do Chiado. Gostamos de sentir aquele ambiente cosmopolita, aquela variedade de estilos, géneros e pessoas. Gostamos de dar um saltinho até lá pelo menos uma vez por mês para mudar de ares e ver as novidades.... e nesta altura do ano é destino obrigatório porque ali sente-se o Natal, o Chiado tem algo de mágico, algo de muito especial. Não há centro comercial que lhe chegue aos calcanhares!!

Mas este ano a magia natalícia foi-se. Nos meus 35 anos de existência não me lembro de ver o Chiado assim, às escuras. As ruas transbordam de gente mas a crise é omnipresente. É impressionante.

Muita gente na rua mas as lojas às moscas. Nas lojas imperam as promoções, os packs de natal, os descontos de 20, 30 e até 50%... apelos desesperados ao consumo...mas as pessoas passam, olham e seguem em frente... e muitas nem olham. Não há dinheiro meus amigos e o futuro é cada vez mais incerto. Há que ter bom senso antes de puxar pela carteira.

Nos meus 35 anos de existência nunca me lembro de ter visto promoções nesta altura do ano!!! aliás, no Natal os preços até subiam ligeiramente porque o consumo era garantido.

Mas os tempos mudaram. Talvez esta crise obrigue as pessoas a perceber que o espírito do Natal não está nas prendas. Talvez se comece a dar valor ao que realmente tem valor. Talvez se deixem de lado as futilidades da vida, as falsas necessidades, os consumos supérfluos.

Mas chegámos a casa murchos, tristonhos porque é estranho ver o Chido assim. O que mais me entristeceu foi a ausência da iluminação de Natal. Nem uma luz!!! NADA de nada!

Numa ou outra loja lá se vê uma montra mais natalícia mas no exterior não há nada de nada. Apenas umas míseras árvores de Natal à entrada dos Armazéns do Chiado.

Enfim, é assim. É este o resultado de tantos anos de "tudo à grande".

E nem pode ser de outra maneira. Seria vergonhoso se o governo tivesse a ousadia de gastar milhares na iluminação de natal numa altura em que os cofres do estado estão verdadeiramente às escuras.

Mas não deixa de ser triste.

E a Rafaela chegou a casa impossível de aturar. Não conseguio adormecer na cadeira (aliás, ela é como eu, só dorme bem na cama! adormecer em cadeiras e carrinhos não é com ela). Saiu de casa cheia de vontade de passear mas assim que lhe deu o sono transformou-se em abóbora e ficou para lá de rabugenta!... buff... vá de chorar e gritar porque estava cansada e com sono... fica intratável, pior que um bebé de meses!

E nós que andávamos a pensar ir a Londres visitar o meu irmão!!... deviamos estar loucos!! já mudámos de ideias porque seria dinheiro deitado ao ar. Seria um stress para ela e para nós. Daqui a uns anos, quando a piolha for maior, logo faremos a tão prometida visita ao Tio Pedro.

Mas lá chegámos a casa e a Boneca rabugenta lá fez a sua sesta. A bebézona está quase com 4 anos mas sem as suas belas sestas é que ela não passa :-)))

Passo a palavra. Feira de Solidariedade

27.11.11, Paula Veiga Claro
Está a decorrer, pelo oitavo ano consecutivo, a Feira de Solidariedade Novo Futuro – Rastrillo 2011. Nos dias 24, 25, 26 e 27 de Novembro, no Centro de Congressos de Lisboa, podem fazer as vossas compras de Natal com a certeza que também estão a contribuir para ajudar quem mais precisa.

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