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Angel Luzinha

Fotografia e o prazer de ser Mulher e Mãe por Paula Veiga Claro

Angel Luzinha

Fotografia e o prazer de ser Mulher e Mãe por Paula Veiga Claro

Um susto do caraças em plena A5

18.05.17 | Paula Veiga Claro

Não sou pessoa de dizer palavrões mas hoje apetece-me mandar os telemóveis, a irresponsabilidade de certas pessoas e o trânsito caótico desta Lisboa para o lugar mais feio que possam imaginar. Porquê? Ontem eram 18h00, ia eu com a Rafaela na A5 (a caminho do evento da Bioderma no Hotel Tivoli da Av. da Liberdade) quando o veículo que vinha atrás de nós embateu brutalmente na traseira do meu. Naquele momento não consegui pensar em nada. Só ouvi os gritos da Rafaela a dizer "Estamos a ter um acidente mamã!". Travei o carro, vesti o colete e sai para ir ter com o outro condutor. Dei de caras com um velhote num Honda Jazz e perguntei-lhe de olhos esbugalhados "MAS o senhor vinha a dormir?????". O homem olhou para mim e respondeu-me apalermado, como quem não acredita no que acabou de fazer. "Ohhh minha senhora, desculpe! A minha mulher estava a ligar-me e eu distrai-me enquanto tirava o telemóvel do bolso! A culpa é toda minha! Lamento imenso minha senhora!"

(enfim.... sem comentários...)

Pedi-lhe para vestir o colete e colocar rapidamente o triângulo na estrada para não corrermos o risco de ser abalroados por outro doido qualquer (sim, porque dois veículos parados em plena hora de ponta na A5 é um perigo brutal!). Pedi à Rafaela para se manter sentada com o cinto e ao velhote para entrar no meu carro de forma a preenchermos a declaração amigável em segurança (de pé na estrada encostados aos veículos é que não!). Felizmente consigo manter o sangue frio nestas situações, nem sei como! Sou uma pessoa super agitada por natureza mas nestes momentos desce em mim uma calma do outro mundo.

Preenchi a declaração na totalidade (porque o homenzinho nem tinha trazido os óculos e não enxergava um palmo à frente dos olhos!) e entretanto chegou a Brisa para sinalizar melhor o local e saber se não havia feridos. Enfim, como é que uma pessoa desta idade anda a conduzir à hora de ponta, sem óculos e ainda por cima a atender chamadas?? É de loucos! 

Em suma, apanhei uma camada de nervos, fiquei com uma tensão enorme na cervical por causa da força do embate (a minha cervical, o meu eterno calcanhar de Aquiles!), uma dor no músculo do braço esquerdo devido à força que fiz para manter o volante firme e a traseira do carro num estado lastimável (a mala nem abre!). A Rafaela, felizmente, não se queixou de nada, a não ser do susto e da irresponsabilidade do velhote. Aliás, manteve uma calma incrível e, do alto dos seus 9 anos, ainda lhe disse várias vezes "O Senhor tem que ter cuidado porque se continuar a fazer isso ainda mata alguém!". 

Posto isto, só me resta dizer-vos que larguem a merda dos telemóveis enquanto conduzem. Não ponham a vossa vida nem a dos outros em risco. Começo a estar tão mas tão fartinha desta tecnologia, ou melhor, da escravatura e da estupidez humana que se gerou em torno deste objeto que desvia as pessoas do essencial, ou seja, da vida real. 

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