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Angel Luzinha

Fotografia e o prazer de ser Mulher e Mãe.

Dom | 18.06.17

Quando o inferno desce à terra

Paula Veiga Claro

"Este incêndio não vai chegar aqui à nossa casa, pois não mamã?" pergunta a Rafaela incrédula enquanto permanecemos colados à televisão a olhar para esta tragédia nacional nunca antes vista. Como mãe, mulher e ser humano só lhe respondo que nada é seguro nesta vida e que ninguém sabe o dia de amanhã. O Homem julga-se omnipotente mas somos apenas migalhas perante a imensidão do universo e o poder da natureza. De um momento para o outro tudo se desfaz, tudo se evapora, tudo se reduz a cinzas, inclusive os corpos de quem mais amamos. E é nestas situações que dou por mim a questionar a existência de Deus. Tenho para mim que Deus já abandonou a Humanidade há muito tempo porque o ser humano, com toda a sua crueldade e imbecilidade, o desiludiu profundamente. Será? Não sei! Mas é o que me ocorre! Estamos todos entregues à nossa sorte. Haja solidariedade, proteção civil e bombeiros porque a ajuda divina tarda. Estes sim, são os DEUSES com que a população pode efetivamente contar. Sim, porque não é qualquer um que tem estofo para colocar a vida em risco num inferno real (ainda por cima a troco de nada como os voluntários!). Abençoados sejam 

De qualquer forma, todos nós podemos dar uma ajuda nesta árdua batalha. Uma das vias é através da linha solidária da SIC de apoio às vítimas dos incêndios. Ao ligarem 760 100 100 estão a contribuir com 50 cêntimos (preço/chamada 0,60€ + IVA). Esta linha reverte totalmente a favor das vítimas dos incêndios em Pedrógão Grande.

Nas próximas horas/dias surgirão certamente mais vias de ajuda, é uma questão de estarmos atentos porque somos 11 milhões e se cada um ajudar fará certamente a diferença. Quero acreditar que sim... apesar de saber que nada nem ninguém poderá apagar o terror da memória destas famílias...

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