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Angel Luzinha

Fotografia e o prazer de ser Mulher e Mãe por Paula Veiga Claro

Angel Luzinha

Fotografia e o prazer de ser Mulher e Mãe por Paula Veiga Claro

O que se passa com a raposinha?

24.07.18 | Paula Veiga Claro

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Felizmente já passou mas garanto-vos que não ganhámos para o susto. Aliás, estas fotos são da semana passada. Na quinta feira fui com ela à consulta de avalição e, só depois de saber que está tudo bem, é que me sinto serena para falar no assunto. Quem tem um membro de quatro patas na família sabe como é! O nosso coração fica do tamanho de uma ervilha só de pensar que lhe pode acontecer alguma coisa.

 

Mas afinal o que é que aconteceu? No domingo estive a trabalhar e, quando cheguei a casa, dei de caras com o meu marido agachado ao pé da Amélie. A bicharoca estava sentada e ele olhou-me de olhos esbugalhados: "Tu já viste o que ela tem aqui?".

 

Fiquei a tremer. Na parte de trás do pescoço tinha uma pequena ferida e um caroço. Um caroço que lhe dava uma comichão tremenda (daí já ter feito sangue com tanto se coçar). Pensei o pior. Liguei logo para as urgências da clínica onde é seguida (a Dra Inês é um anjo e até nos domingos nos recebe) e corremos com ela até lá. Saiu em modo abajur (os cães ficam doidos com esta cena mas é a única forma de não se coçarem) e medicada com uma bela dose de comprimidos (4 dias de corticóides, 8 de antibiótico e ainda umas unidoses de Betadine para desinfetar a ferida). A vet descansou-nos, disse-nos que podia ser a picada de um inseto ou um nódulo benigno porque era móvel e não apresentava sinais preocupantes mas, caso permanecesse após o tratamento, teria que ser removido para análise. E foi assim, de coração nas mãos, que andámos até a ferida cicatrizar e o nódulo desaparecer. Na quinta feira passada fomos à consulta de avaliação e suspirámos de alívio. Já está tudo ok com esta carinha linda. O nódulo desapareceu por completo. Tudo indica que foi a picada de um bicho (possivelmente de uma abelha) que lhe provocou tamanha reação alérgica. Enfim, o que foi já passou FELIZMENTE!

 

E como é que esta criatura se orientou com o abajur? Não foi naaaaada fácil! Andava pela casa a esbarrar por todo o lado, tinha que lhe dar o comer à boca porque não chegava ao fundo da taça, tinha que subir e descer as escadas ao colo porque o abajur batia nos degraus e também não conseguia entrar na casota. Teve que passar as noites no colchão onde costuma dormir as sestas. E para ir à rua fazer as necessidades? Era um desatino! Nesses momentos tinha que lhe tirar isto da cabeça porque a bichinha não se orientava. Porquê? Porque só consegue fazer chichi depois de cheirar os locais cinquenta vezes e, de gola alta, nem chegava com o nariz ao chão. Um stress! Ainda fui buscar estar fitinha azul, na tentativa de dar um ar mais fofo à coisa, mas este acessório tem sempre um ar medieval. Enfim, é pavoroso mas cumpre lindamente a sua função. Felizmente já passou. Partia-me o coração vê-la assim :(

 

 Amor dos donos 

 

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Entretanto, aproveito este post e o facto de estarmos no verão (época de férias e abandonos) para relembrar que os animais não são brinquedos descartáveis.

Não abandonem quem nunca vos abandonará. Amigos como estes há poucos, acreditem ;)

 

 

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