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Angel Luzinha

Fotografia e o prazer de ser Mulher e Mãe por Paula Veiga Claro

Angel Luzinha

Fotografia e o prazer de ser Mulher e Mãe por Paula Veiga Claro

Não ganhámos para o susto...

27.08.14 | Paula Veiga Claro
E se eu vos disser que a nossa Amélie foi atacada por um gato que lhe ia acertando com as garras no único olho que lhe resta (visto já estar cega do direito)?! Foi um stress que nem calculam. Tudo se passou ontem, quando fomos visitar a nossa querida amiga T. Já não a víamos há imenso tempo e a Rafaela insistiu em levar a raposinha para a apresentar ao V e à M. Assim que chegámos demos de caras com o gato da mãe da T... memmm isto começa mal, pensei eu... e não me enganei!

Grande, desconfiado e muito senhor do seu território (como qualquer animal que se preze!). A Amélie ao pé dele parecia um porta chaves! A pobre continua a olhar para os gatos com o ar mais doce do mundo mas eles não lhe retribuem a simpatia. Este não estava para conversas e quis saltar-lhe para cima assim que a avistou. Mal tive tempo de a agarrar...

Safou-se do ataque, continuou ao meu colo e o Sr. Gato afastou-se desinteressado (pensámos nós!). Perdi o bicho de vista e fiquei descansada. Coloquei-a no chão (com a trela) e a fofinha ficou colada às minhas pernas enquanto eu tentava conversar com a T (com 3 crianças por perto já se sabe como é! uma pessoa não consegue ter uma conversa sem quinhentas interrupções pelo meio!). E o gato??? Aproveitou a confusão e apareceu não sei de onde para esganar a Amélie que continuava sentada ao meu lado. Voou-lhe para cima e lançou-lhe as garras ao focinho. Ela ganiu... Medo! Agarrei-a enquanto tentava perceber se estava ferida. A Rafaela ficou histérica e eu tentava manter a calma. Tinha sangue na pálpebra inferior do olho bom. A cadela tremia e a Rafaela chorava e gritava desalmadamente. Chegámos a casa meias apalermadas. O papá também ficou gelado quando soube o que aconteceu. Ficámos os três de volta dela. Por milimetros não lhe acertou no olho. Teve sorte... muita sorte... mas não ganhámos para o susto.

A Rafaela lá se acalmou enquanto digeria o stress e a desilusão. Afinal os gatos não são tão inofensivos como ela pensava. Já tinha percebido aqui e ontem teve a certeza.  Desde pequena que os venera, passava a vida a pedir-me um (lembram-se? antes de termos a Amélie) e até ficava zangava quando eu lhe dizia que os gatos não podem andar de trela na rua (de trela, calculem!!). Agora já percebeu que são fofinhos mas não permitem amarras. São donos de um espírito livre e selvagem. Jamais serão tão fiéis e dóceis como um cão...


Ontem teve mimos a dobrar... ou melhor, a triplicar!
 Já vos disse que somos doidos pela raposinha mais querida do mundo, não disse?


AngelLuzinha

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