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Angel Luzinha

Fotografia e o prazer de ser Mulher e Mãe por Paula Veiga Claro

Angel Luzinha

Fotografia e o prazer de ser Mulher e Mãe por Paula Veiga Claro

Mente sã em corpo são.... para viver mais e melhor!

16.10.12 | Paula Veiga Claro
E porque hoje é Dia Mundial da Alimentação, aqui fica, para quem não teve oportunidade de ler, o artigo que escrevi há uns meses para a Consulta Click Portugal

Aqui em casa somos apologistas de mente sã em corpo são e o lugar dolixo é no lixo e não na nossa barriga. Temos hábitos alimentares bastantesaudáveis e todos os dias os passamos à nossa filhota. Escusam de me dizer queas crianças não comem isto ou aquilo porque o exemplo tem sempre que partir denós. As crianças aprendem com os nossos actos e não com as nossas palavras.Numa casa onde ninguém come sopa, o mais provável é ver os pequenotes a fazercara feia assim que avistam o prato e a colher. Aqui em casa a refeiçãocomeça sempre com um prato de sopa, seja almoço, jantar, inverno ou verão. Anossa pequena cria não passa sem ela e se eu a deixasse repetia mais do que umavez mas não permito porque faço questão que na sua barriguinha fique espaçopara o segundo e para a sobremesa porque assim é que está correcto. Cada um denós é aquilo que come, não tenham dúvidas. A excepção vai para as pessoas que têm alguma disfunção grave (porexemplo, na tiróide) e isso aí já é outra conversa. Essas pessoas podem ter uma alimentaçãosaudável e pesar mais que uma baleia. É umadisfunção que carece de intervenção médica. Mas aspessoas normais, sem disfunções, só têmproblemas de peso se quiserem. O problema é que comemtodo o tipo de lixo e depois querem milagres. Há ainda os chamados falsosmagros, pessoas magras mas com um elevado índice de gordura. Pessoas queaparentam ser magras mas que têm gorduras localizadas ou gorduras internas (eessas são bem nefastas para a saúde!).

Saber comer é fundamental e neste ponto devo agradecer aosmeus pais que me ensinaram desde criança a comer de forma saudável porque opaladar também se educa. Comer correctamente é para mim uma rotina, ésimplesmente algo que faço todos os dias para  bem da minha saúde e daminha aparência. 

Aqui em casa as coisas são assim:
- O lugar do lixo é no contentor e não na nossa barriga;
- Comer em qualidade e não em quantidade;
- Não comemos carnes vermelhas. Só carnes brancas (frango eperu);
- Aqui não há fritos, aliás, nem temos óleo em casa. Aquitemos cozidos, grelhados, assados e alguns guisados;
- Sim ao peixinho;
- Muita massa, arroz, hortaliças, frutas e leguminosas;
- Para temperar a comida temos azeite, limão, vinagre emuitas ervas aromáticas;
- Sopa é a palavra de ordem, ou seja, as nossa refeiçõescomeçam sempre com um prato de sopa de legumes.
- Comemos todos o mesmo. Cabe aos pais dar o exemplo poisum pai que não come sopa não pode esperar que o filho a coma!
- Para beber temos água, leite, chá, iogurtes líquidos evinho (o papá gosta de beber um copinho uma vez por acaso). Sumos só naturais.Nada de refrigerantes ou sumos indústrias.
- Pão integral ou com cereais.
-Queijo, manteiga de soja e fiambre de peru.
- Mel, nozes, amêndoas, amendoins, pinhões para misturarnos iogurtes.

Em suma, comemos em qualidade e não em quantidade, comemospara viver e não vivemos para comer. Aqui em casa o "lixo alimentar"não entra. Aqui não há fast-food, aliás, eu até costumo dizer que se um diaalguém me vir entrar numa cadeia de fast-food é melhor levarem-me para o Júliode Matos porque é sinal que perdi por completo a minha sanidade mental. Mas reconheço que o marketing destas cadeias é brutal eenganam as pessoas mal informadas com as falsas saladas e menus pseudo saudáveis.Fartam-se de exibir os certificados de qualidade das suas carnes e afins (e defacto sei que é tudo certificado porque já trabalhei numa revista onde nos foidado a conhecer os bastidores da fast-food e tudo é confeccionado com o máximode rigor e higiene, disso não há dúvida), mas o problema é a forma como sãoconfeccionados e as calorias que cada um destes menus apresenta. É de loucos! Eali estão as criancinhas felizes da vida a brincar com a bonecada que vemdentro dos menus ou nos parques que estas cadeias alimentares constroempara atrair a pequenada. Parece um programa perfeito em família, nãoparece? Comem barato, as crianças brincam e ainda levam um boneco para casa.Mas na verdade deram mais uma facada na saúde, devoraram menus hiper calóricos,comida que do ponto de vista nutricional vale zero. 

Mas o pior de tudo é a conversa da maior parte destaspessoas que revela ou uma grande ignorância ou uma tremenda falta de gosto. Vêmcom a conversa que nas cadeias de fast-food se come barato e que não têmdinheiro para almoçar noutro restaurante. Meus amigos, se não têm dinheiro paracomer fora não comam! Comam em casa ou preparem um piqueniquesaudável e vão com as crianças para o ar livre como nós fazemos tantas vezes. Depois há quem me venha com a velha desculpa que umaalimentação saudável é mais cara. Nem pensar, é precisamente o contrário. E temos ainda os hipócritas, que perante esta pergunta “Entãodiz-me lá, se te oferecessem duas refeições por qual optavas? Um hambúrguercom batatas fritas e um gelado OU um peixe grelhado com legumes, batatacozida e uma peça de fruta?”, começam a gaguejar e acabam por dizer que preferema primeira porque o peixe não puxa carroça e porque nem gostam defruta. Em suma, preferem o "lixo alimentar" porqueforam educados nesse sentido. Eu costumo dizer que o paladar tambémse educa e não tenho dúvidas disso.

Depois há quem me diga que comer umas porcarias de vez emquando não faz mal. Tudo bem, há excepções, mas em relação aos nossos filhostemos que ser particularmente zelosos porque as crianças não têm bom senso, ouseja, as crianças só gostam de comer e de fazer aquilo que lhes agrada. Quandogostam de uma coisa esquecem tudo o resto. Quem as faz ir brincar e correr paraa rua quando começam a ficar viciadas nos jogos de computador? Os adultos sabemdosear (alguns!) mas as crianças não. Quem as convence a comer sopa, legumes epeixe depois de entrarem no mundo viciante das batatas fritas, doces efast-food? Quem as convence a beber água e chá quando começam a dar-lhesrefrigerante?

Não sou uma pessoa fundamentalista mas nestas questões daalimentação SOU e assumo. As crianças são aquilo que os pais fazem delas. Umdestes dias uma mãe dizia-me "nem sei o que vai ser quando o meubebé crescer e começar a comer da nossa comida porque nós só comemos pizzas e hambúrgueres.Não temos tempo para cozinhar!" Eu respondi-lhe "nãome digas que não tens tempo para abrir uma lata de feijão frade e atum e fazeresuma refeição mais saudável? não me digas que não tenstempo para colocar uns legumes e um peixe a cozer enquanto tratas deoutras coisas? ou em vez de fritares um hambúrguer porque é que não o fazesgrelhado e acompanhas com legumes ou arroz?.... e continuei com uma série de exemplos.Mas percebi que nenhuma daquelas sugestões eram do seu agrado e a falta detempo é a desculpa perfeita.

Por último, é fundamental que as refeições sejam momentosreservados à família e ao diálogo. Aqui em casa é à mesa que fazemos o balançodo dia, é quando contamos uns aos outros o que se passou, o que fizemos. Não hátelevisão. Somos os três à mesa a saborear a companhia uns dos outros e aapreciar a refeição. Mais nada. Em suma, como mãe faço questão de explicar à minha filha osbenefícios de uma alimentação saudável e de um estilo de vida activo. Dou-lheexemplos e faço-lhe ver as coisas como elas são."Temos que comeralimentos saudáveis para os bichinhos bons que vivem no nosso corpo estaremsempre muito fortes para conseguirem lutar contra os bichos maus que nosatacam e nos fazem ficar doentes".


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