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Angel Luzinha

Fotografia e o prazer de ser Mulher e Mãe por Paula Veiga Claro

Angel Luzinha

Fotografia e o prazer de ser Mulher e Mãe por Paula Veiga Claro

Mais alguém com saudade desses tempos?

20.12.17 | Paula Veiga Claro

Estou oficialmente de férias (nem acredito!). Os próximos dias vão ser de descanso, balanço, reflexão, mimos, brincadeira, vadiagem e também de preparativos para os projetos que se seguem. Um deles é bem louco e vai ser assinado por mim e pela Rafaela (já andamos aqui as duas a borbulhar de ideias). SIM, porque se a mãe não sabe estar parada, a filha não lhe fica atrás! Em breve conto tudo. Agora quero é dedicar-me ao sossego e, para evitar stress, até passei a tarde de sábado enfiada no shopping (para muitos é um programa maravilhoso... para mim é um inferno!) para dar conta dos presentes de uma só vez. O espírito consumista não combina comigo mas opto sempre por oferecer coisas úteis e isso minimiza o enjoo que os excessos do mundo material me causam. Cada vez tenho mais aversão à tralha que nos polui a vida e nos rouba tempo e energia para viver e usufruir do que realmente importa. Quem me segue sabe que o meu lema é viver com menos para ter mais (mais tempo, mais espaço, mais sanidade mental) mas, nesta altura do ano, é preciso fazer um esforço redobrado para não cair em tentações porque o apelo ao consumo é de facto monstruoso. É monstruoso e aniquila o verdadeiro significado desta época. Mas eu controlo-me lindamente e faço os possíveis para educar a Rafaela no sentido de dar valor aos momentos e não às coisas (mas sobre isto falarei noutro post).

Hoje o que me leva a escrever é a saudade que sinto dos tempos em que uma pessoa fazia as compras de Natal e chegava a casa com tudo devidamente embrulhado (chamem-me velha do Restelo mas é o que sinto ). Pagávamos mas saíamos das lojas com embrulhos lindíssimos (muitos deles até dava pena abrir!). Os comerciantes caprichavam no papel,  nos laços e na arte de embrulhar. Hoje em dia a malta paga e ainda vem para casa fazer embrulhos. Há marcas que têm sacos mas há outras que nem isso. E depois há as que nos mandam para a fila dos embrulhos onde só permanecemos se tivermos uma paciência de elefante (coisa que escasseia ao comum dos mortais nesta altura do ano!)... ou trazemos tudo para casa e tratamos nós mesmas do assunto. E é assim que surge MAIS uma tarefa doméstica para nos consumir MAIS um serão.  No nosso caso foi uma manhã porque a Rafaela adora ajudar e perde-se de amores por tudo o que envolve trabalhos manuais (quem viu esses momentos no stories? ). Em suma, um ritual que veio para ficar.... mas fica a saudade dos outros tempos.


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