Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Angel Luzinha

Fotografia e o prazer de ser Mulher e Mãe por Paula Veiga Claro

Angel Luzinha

Fotografia e o prazer de ser Mulher e Mãe por Paula Veiga Claro

Dia Internacional da Família

15.05.18 | Paula Veiga Claro

Angel Luzinha Fotografia-0319_blog.jpg

 

Bendita a hora em que surgiu a fotografia digital porque, caso contrário, onde é que eu ia arranjar lugar para guardar tanta foto? Quem me segue sabe que colecionar momentos é a minha perdição. Cada vez estou mais desligada do mundo material. O que me enche a alma são os momentos que vivo, as conversas que tenho, os sorrisos que me iluminam. Esta foto, por exemplo, enche-me de boas energias e é uma raridade porque temos poucas em família. O ano passado dei-me conta disso e, aproveitei os dias fantásticos que passámos aqui, para pedir ao meu pai que nos tirasse umas quantas porque tiro milhentas a todos mas contam-se pelos dedos aquelas em que eu apareço. Aliás, não tínhamos nenhuma foto decente dos quatro (casa de ferreiro espeto de pau!) por isso aproveito esta para ilustrar o post de hoje onde partilho convosco as conclusões do estudo sobre as famílias portuguesas que a Limiano desenvolveu em colaboração com Eduardo Sá, o psicólogo, professor e autor que admiro profundamente pela forma como vê a vida e a descontração com que aborda assuntos que inquietam qualquer mãe. Este estudo revela que 70% das famílias portuguesas assume que passa pouco tempo em família, sendo este o principal elemento em falta para as famílias serem mais felizes. Para 80% dos inquiridos, o trabalho é sinónimo de estabilidade financeira e para 38% de realização pessoal, mas também é visto como “consumidor de tempo”, fazendo com que seja difícil conciliar com a vida familiar. 67% da amostra total refere mesmo que o trabalho tira tempo para estar com a família. O objetivo do estudo foi perceber o que preocupa as famílias portuguesas hoje em dia e compreender as principais características comportamentais e emocionais das famílias, assim como os desafios e necessidades do presente e do futuro.

 

Eduardo Sá, deixou ainda algumas reflexões, que nos deixam de sorriso nos lábios de tão sábias e verdadeiras que são:

• As famílias perfeitas são inimigas das boas famílias;
• Uma família constrói-se todos os dias com pequenos gestos e com pequenas birras, arrufos e acessos de “mau feitio”;
• Uma família nunca é silenciosa. Nem quando todos estamos em silêncio e nos escutamos uns aos outros com o coração. Uma família é barulhenta e desarruma. É amiga da algazarra. Uma família viva é uma casa que acolhe e acalenta. Mas que não deixa nunca de estar em construção;
• Numa família saudável, a mãe e o pai, por vezes, atrapalham-se, contradizem-se e contrariam-se. Mas é desse contraditório - que nunca tem descanso - que se chega à sabedoria, à justiça, ao amor e à paz.

 

E eu aproveito este alinhamento para acrescentar que, nos tempos que correm, é fundamental focar o essencial e desfocar o supérfluo porque só assim conseguimos ter tempo para viver o que é realmente importante. Não vivam angustiados com os episódios das "famílias perfeitas" que veem nas redes sociais e até nos blogs. Não pensem que todas são perfeitas menos a vossa! As famílias perfeitas não existem e os momentos perfeitos são aqueles que são vividos na nossa intimidade, com as imperfeições que nos tornam únicos e fascinantes.

 

 #AFAMILIAPRIMEIRO

AFAMILIAPRIMEIRO.jpg