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Angel Luzinha

Fotografia e o prazer de ser Mulher e Mãe por Paula Veiga Claro

Angel Luzinha

Fotografia e o prazer de ser Mulher e Mãe por Paula Veiga Claro

Monstros reais #7

06.02.18 | Paula Veiga Claro

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Não permitam que a moda, o consumo, as amigas, as redes sociais e este mundo estupidamente material vos lance numa espiral de insatisfação só porque não vão de férias para as ilhas X ou porque não têm a mala Y. Deixem de se lamentar por tudo e por nada. Não permitam que as futilidades da vida vos ceguem e vos impeçam de usufruir do que é realmente importante. Deixem de pensar no que gostavam de ter e aprendam a dar valor ao que têm. Deixem de criticar a vida de A ou B e centrem-se na vossa porque só assim serão felizes. Deixem as aparências e entreguem-se à essência. Centrem-se no presente e desfrutem-no ao máximo porque é o único tempo verbal que nos pertence. Suguem a vida até ao tutano. Cubram de mimos quem mais amam. Abram as janelas e abracem cada dia com gratidão. Deixem a luz entrar e lambuzem-se na sua áurea. Porquê? Porque não sabemos o que o dia de amanhã nos reserva. Só sabemos que tudo tem um fim e que a nossa vida pode descambar a qualquer momento. Esta fragilidade inquieta-me, sufoca-me, aterroriza-me. 

 

Isto para vos dizer que tinha planeado escrever outro post mas as circunstâncias tiraram-me o fôlego para falar de coisas bonitas. Não consigo deixar de pensar na filha de uma amiga minha que não conseguiu vencer a batalha contra a leucemia. Tinha apenas 12 anos. Que porra de doença esta! Que monstro este que tantas vidas ceifa! Que dor, que revolta... a lei da vida não devia permitir uma coisa destas... jamais.